quase um pleonasmo²
"porque a história e o passado vão além das ironias da vida."
Até que ponto passado e história caminham juntos?
É fácil ter um passado. Você deixa tudo pra trás, larga tudo lá, seguindo tua vida e pronto. É só transcender um instante e aquilo já é passado.
Mas só mesmo o prazer de reviver fatos - que sejam teus ou não - é história. Reviver na mente e na lembrança, no papel, na sala de aula.
Vão além das ironias da vida porque, oras, ironias da vida fazem parte de um passado e podem compor milhares de histórias. As ironias são consumidas por tais. A presença delas lá atrás já não é tão significativa quanto o poder de relembrar.
Mas há um porém: Ironias da vida de uma vida que é irônica.
Aí a ironia ganha valor.
Afinal, são as histórias e o passado em si, que compõem a vida.
Mas não vamos nos complicar. Sendo ela irônica ou não, você sabe o que viveu, sabe o que gostaria de reviver, sabe o que lhe faz bem ou não recordar.
Das histórias mal contadas que a tua mente plantou e você tenta cultivar, dos costumes e vícios que talvez você largou, dos tempos onde responsabilidade era só uma palavra grande e bonita.
Se arrependimento apagasse o que foi feito, você ainda assim se arrependeria? Ou diz que se arrepende porque sabe que não muda nada, porém, quer tentar ser digno?
Eu me arrependo de muitas coisas, e meu medo não seria do fato de que tudo isso poderia ser apagado, mas sim, do que a ausência dessas coisas fariam. As lacunas graças aos erros retirados dariam espaço a quê? Qual seria a minha garantia de que, sem eles, tudo seria supostamente melhor?
Eu errei. Até que ponto isso foi necessário, não sei dizer. Mas eu digo que me arrependo sem saber ao certo o motivo ou, até mesmo, a veracidade dessa afirmação.
Pensar em histórias - principalmente quando são suas - é um caminho ambíguo que mexe com o teu presente de uma forma tão poderosa que, às vezes, muda você de um ponto em diante.
É graças aos pseudo-arrependimentos, às sensações de felicidade, às de saudade, de angústia, que relembrar histórias pode fazê-lo agir de uma forma inesperada consigo mesmo e com os outros.
O que me consola é que eu sei que todo mundo tem história. Todo mundo se arrepende. E o mundo todo é uma ironia. A vida é tão irônica que me dá medo de afirmar que é irônica.
Vai que deixa de ser, por pura ironia da vida?
Até que ponto passado e história caminham juntos?
É fácil ter um passado. Você deixa tudo pra trás, larga tudo lá, seguindo tua vida e pronto. É só transcender um instante e aquilo já é passado.
Mas só mesmo o prazer de reviver fatos - que sejam teus ou não - é história. Reviver na mente e na lembrança, no papel, na sala de aula.
Vão além das ironias da vida porque, oras, ironias da vida fazem parte de um passado e podem compor milhares de histórias. As ironias são consumidas por tais. A presença delas lá atrás já não é tão significativa quanto o poder de relembrar.
Mas há um porém: Ironias da vida de uma vida que é irônica.
Aí a ironia ganha valor.
Afinal, são as histórias e o passado em si, que compõem a vida.
Mas não vamos nos complicar. Sendo ela irônica ou não, você sabe o que viveu, sabe o que gostaria de reviver, sabe o que lhe faz bem ou não recordar.
Das histórias mal contadas que a tua mente plantou e você tenta cultivar, dos costumes e vícios que talvez você largou, dos tempos onde responsabilidade era só uma palavra grande e bonita.
Se arrependimento apagasse o que foi feito, você ainda assim se arrependeria? Ou diz que se arrepende porque sabe que não muda nada, porém, quer tentar ser digno?
Eu me arrependo de muitas coisas, e meu medo não seria do fato de que tudo isso poderia ser apagado, mas sim, do que a ausência dessas coisas fariam. As lacunas graças aos erros retirados dariam espaço a quê? Qual seria a minha garantia de que, sem eles, tudo seria supostamente melhor?
Eu errei. Até que ponto isso foi necessário, não sei dizer. Mas eu digo que me arrependo sem saber ao certo o motivo ou, até mesmo, a veracidade dessa afirmação.
Pensar em histórias - principalmente quando são suas - é um caminho ambíguo que mexe com o teu presente de uma forma tão poderosa que, às vezes, muda você de um ponto em diante.
É graças aos pseudo-arrependimentos, às sensações de felicidade, às de saudade, de angústia, que relembrar histórias pode fazê-lo agir de uma forma inesperada consigo mesmo e com os outros.
O que me consola é que eu sei que todo mundo tem história. Todo mundo se arrepende. E o mundo todo é uma ironia. A vida é tão irônica que me dá medo de afirmar que é irônica.
Vai que deixa de ser, por pura ironia da vida?

2 Comentários:
Deparo-me com
palavras que tem dedos, e nesses dedos, unhas. Unhas que vão lá na lembrança escondida, na aflição esquecida momentaneamente e arranham, tiram casquinha. Ou apenas fazem lembrar.
Mas confesso esquecer das ironias alheias em momentos de ironias minhas. Talvez se eu lembrasse me sentiria mais confortável. Mas eu acho que sentir o cérebro fervilhar e querer sair pelos buracos auriculares faz parte do pacote!
Ja te disse....tenho medo do que você escreve aqui.
Boo.
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